28 de julho de 2006

Diálogo ouvido por Antenor ao passar de um anjo no Schopenhaus

- Qual a melhor banda nacional de todos os tempos?
- Ah, Joelho de Porco, sem dúvida!

Antenor: Eita! É brasa no cachimbo da véia!

26 de julho de 2006

Som na caixa, mané!

Diabo sem rabo (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira)

A minha fantasia de diabo

Só falta o rabo, só falta o rabo

Eu vou botar um anúncio no jornal:

Precisa-se de um rabo

Pra brincar no carnaval



Já comprei lança

Carapuça, comprei tudo

Até o pé de pato

E capa de veludo

Mas, que diabo!

Puxa, puxa, que diabo!

Depois de tudo pronto

Eu notei que falta o rabo

25 de julho de 2006

Agora que a porca torce o rabo!!!! Eita 5!!!!

Contagem regressiva para mais uma atração com o padrão Schopenhaus de qualidade!

8
Lana: Tchans!
7
Lena: Tchuruns!
6
Lina: Oi!
5
Salustião Porreirinha: Hã, hein? Hmmmm, veja bem...
4
Garçonetes russas, bêbadas e desinibidas: Yavolt!
3
Antenor: Eita!
2
Giselda, a atuária, e Peixoto: Senhores!
1
Todos: Ó nóis aqui traveis!!!!

Participação especial de Roberto Avallone: O suspense paira no Schopenhaus, exclamação! Lena, tal e qual um centroavante rabo de vaca (não entendeu? Putz – provavelmente, você deve ler mais...) está rondando a grande área de Giselda, a atuária. Pitadinha histórica: é um ataque que me lembra do grande time do Bangu em 1946, que tinha Ronca Cuíca no gol, João Pança de Onça, Troncão e Fura-Olho na defesa; no meio, Osvaldo Tranca-Rua, Rui 38 e Molenguinho; pelas pontas, Esquerda e Direita; e no ataque, os inesquecíveis Zás-Trás e Fon-Fon, que derrotou o Grêmio de Ibitirabipoca por 1,2,3, 4 a 1, exclamação!

Salustião Porreirinha: No pique, no pique que a audiência é rotativa!




Lena (acariciando a mão de Giselda): Então, mina, cola lá na minha goma pra rolar um trança perna...
Giselda: Trança perna?
Lena: É, um sabonete, um velcro, um chega-mais-pra-cá minha nêga, um ziriguidum, um pão na chapa!
Antenor: Eita!
Lena: É, vamo virá os zóio...
Giselda: Hmmmmm

Enquanto isso, Lina Slutz tenta animar o inconsolável Peixoto.

Lina: Tá boa a coquinha, seu moço?
Peixoto (começa a cantar): Tu és... bonita e carinhosa, estátua majestosa... do amoooor, por Deus esculturadaaa......
Lina (baixando os olhos): Ói, moço...

Lana: Ah, lá, tá vendo, tá vendo? Família de comedor, Antenor!
Antenor: Tá tá tá tá (impaciente).
Salustião Porreirinha se aproxima de Lana Slutz.

Salustião Porreirinha: Quer ver minha coleção dos livros de Nietzche lá em casa?
Lana: Que lindo! Sempre quis ver uma coleção dessas?!
Salustião: Agora que a porca torce o rabo! Dona Gerda, salta dois eisbeins afrodisíacos no capricho!!!
Antenor: Eita!

Mas eis que então...

Lena: E aí, mina, tem jeito essa mixaria?
Giselda: Só se rolar um dog.
Lena: Dog? Que mané dog?
Giselda: Um cão.
Lena: Cualequié, mulé, tá me tirando como lóque?
Giselda: Não tem as manha?

Nesse momento, Peixoto pára de cantar.

Peixoto (se levantando e olhando para Giselda): Ah, o amor da minha namorada por animais...
Lina: Ãhn????
Peixoto: Giseldinha tem uma preferência especial por cavalinhos, né mô?
Lina: Abluéééééééééé...

Salustião Porreirinha: Ah, esse eisbein que não vem!!!!!

Porém Antenor irrompe da cozinha:

Antenor (gritando, desesperado): Dona Gerda sumiu!!!!!!!
Salustião Porreirinha: O quê?
Lana: Não pode ser!
Lena: Um cão?!
Giselda: Gerda? Quem é Dona Gerda?
Freguês novato desavisado: Tira a mão da minha bunda!
Lina (chorando): Eu quero a Dona Gerda...
Giselda (de novo): Mas eu quero um cachorro!
Lana: Cacetilda... agora é que vou ter de usar a berinjela mesmo!
Salustião Porreirinha: Mais uma na mão...

Cenas dos próximos capítulos

Nico, o porteiro: Olá!
Salustião Porreirinha: Tudo é uma armação internacional para roubar a fórmula do eisbein afrodisíaco do nosso país!!!
Peixoto (desesperado): Alguém viu a minha Giseldinha por aí?
Lana: Mas que porra... por que tantos cachorros, Lena?
Lina: Ai que calor... vamos embora?

24 de julho de 2006

Pequeno Interludio em Lá Menor

Antenor estava preocupado. Muito preocupado. Já eram sete e meia da noite e a panela de eisben afrodisíaco ainda não havia saído da cozinha de Dona Gerda. Os habituées já estavam ficando preocupados e as garçonetes russas, bêbadas e desinibidas já estavam ficando constrangidas. Aliás, não só Dona Gerda não tinha preparado o eisbein, como nem tinha aparecido na cozinha hoje. Clima de tensão no ar.

Só Salustião Porreirinha parecia ter alguma opinião sobre o assunto:

Antenor: Cadê a Dona Gerda, Porreirinha?
Salustião: Tá dando!
Antenor: Aié? Pra quem?
Salustião (bocejando): Pro Nico.
Antenor: Eita!

19 de julho de 2006

Pensamento perdido de Salustião Porreirinha

Beethoven morreu surdo; Jorge Luis Borges, cego; Senna, num acidente de carro. E eu, como morrerei?

Antenor: CALA A BOC... Eita! Não é que a pergunta é boa?...