É mais uma noite quente de terça-feira e as irmãs Slutz estão novamente no Schopenhaus, os cotovelos apoiados no balcão do bar.
Lana Slutz: Assim não dá! Não tem homem nessa biboca xexelenta! Tô começando a ficar apavorada! Será a TPM? Será a idade? Antenor, manda aí um Bombeirinho pra ver se apaga esse fogo!
Antenor: Pinga com Groselha?
Lana Slutz: Não, liga no 193 e pede um bombeiro mesmo, daqueles que descem rodando na pilastra e já chegam com a mangueira na mão!
Antenor: Eita!
Lena Slutz: Te falei que esse negócio de gostar de homem é fria. Hoje em dia, com sete mulheres pra cada homem, tá bom é pra mim!
Lina Slutz: Me vê uma coquinha, Seu Antenoooor?
Antenor: Da branca ou da preta?
Lina Slutz: Eita!
Repentinamente, barulho de copos.
Pratos voando.
Gritos.
Confusão.
Suspense geral.
Lana Slutz: Sagrada Mandioca! Macacos me mordam se não é o apocalipse! Antenor, me dá um beijo na boca que eu não quero morrer virgem!
Antenor: Virgem? Onde?
Homem Nu e Amnésico: Aspiurundub!
Uma panela cheia de Eisbein passa por cima da cabeça de todos. Salustião Porreirinha começa a chorar. Ninguém entende nada, mas dá pra ouvir os berros de Dona Gerda na cozinha:
Dona Gerda: Azáfama! Maldito desgraçado lazarento! Me traindo com qualquer uma!
Assim como os biscoitos fazem crec e os hidrantes jorram água, são as mulheres. Não que elas façam crec ou jorrem água, mas sim que se comportam sempre da mesma forma. É assim claro que, quando Dona Gerda pegou Nico, o Porteiro, em perfeito conluio amoroso, no gerúndio mesmo da coisa, que o bicho pegou, a casa caiu e a vaca foi pro brejo.
Nico, o Porteiro (jogando a mulher inflável pra baixo da mesa): Calma, Gerdinha, com prástico não é traição!
Dona Gerda: É pior do que você me trair com outro homem, sua gazela defumada!
Nico, o Porteiro (em posição de luta): Aí é que não! Aí é que não!
Dona Gerda: Quer tomar um Krav Magá nas idéias, quer?
Nico, o Porteiro: Eita que a muié fumô! Sai de baixo que quem tá de sapato num sobra!
24 de outubro de 2006
20 de outubro de 2006
Poemetas alucinógenos da Lúcia, a alucinada
Se o mundo é redondo, quadrado ou é só rua,
De que me vale usar sapato?
Não sei pra onde vou e que se foda
Morra morra exploda.
Eu caminho meus pés tortos acima da lua,
Onde o verme passeia em seu próprio flato
Eu caminho e o cansaço nem me rela
Pois também salto como a gazela.
E cuidem-se os incautos! Eu sento a pua
Não importa se quem apanha é legal ou chato.
Espalho meu krav magá por onde vou
And I speak English: The book is on the table.
Nada me detém, apenas a garotinha nua
E ruiva que não se deita no mato.
Mas ainda a faço entrar no meu cachimbo
Para que eu saia do limbo.
De que me vale usar sapato?
Não sei pra onde vou e que se foda
Morra morra exploda.
Eu caminho meus pés tortos acima da lua,
Onde o verme passeia em seu próprio flato
Eu caminho e o cansaço nem me rela
Pois também salto como a gazela.
E cuidem-se os incautos! Eu sento a pua
Não importa se quem apanha é legal ou chato.
Espalho meu krav magá por onde vou
And I speak English: The book is on the table.
Nada me detém, apenas a garotinha nua
E ruiva que não se deita no mato.
Mas ainda a faço entrar no meu cachimbo
Para que eu saia do limbo.
4 de outubro de 2006
Grandes Idéias do Capitalismo Moderno – Mas que Não Deram Certo... Parte 2
Epaminondas Carnegão, também conhecido como Epa!, é um homem de visão para a frente. Admirador de luminares da administração de empresas como Peter Drucker e Alvin Tofler, Epa sempre considerou a inovação como um diferencial competitivo para o Schopenhaus, pois a reinvenção da empresa deve estar em seu próprio cerne.
Vai daí que o genioso Epa estudava todas as empresas bem sucedidas do mundo corporativo contemporâneo, como a Ford, a General Motors, a Enron e outros lupanares do capitalismo. Epa, homem de frases poderosas, que demonstravam sua liderança aos seus colaboradores, cunhou um novo paradigma para a sua corporação: “É melhor copiar o que dá certo do que ficar pensando merda”.
Então, um belo dia, Epa teve um insight altamente inovador: a dieta ao contrário. Em uma reunião para todos os seus colaboradores, Epa explicou seu revolucionário conceito:
“A bargaça é a seguinte: vamos fazer uns broches bacanudos, escritos: ‘Quer engordar? Pergunte-me como!’ e outras baboseiras do tipo. Cada um de vocês vai pregar esses broches aí no peito, e vai ficar andando por aí. Vamos pegar os carros de vocês e vamos adesivar, tão me entendendo, com frases do tipo ‘Engorde para ser feliz’ e outras pataquadas, estão me sacando?”
Dona Gerda: Mas seu Epa, ninguém aqui tem carro... aliás, bem que o senhor poderia pagar nossos salários pelo menos uma vez, né?
Epa: Insolência! Estamos em um brainstorming e não temos tempo para reinvindicações sindicais!
Antenor: Eita!
Mas Epa não se deixou abater e continuou a discorrer sobre seu novo conceito de felicidade da pessoa humana:
“A idéia é empanturrar o mundo de Eisbeins, tão morando na minha idéia? Fazer o Eisbein do Schopenhaus o mais consumido do mundo! Eu inventei a dieta ao contrário, e o remédio é o Eisbein!”, Epa gritava a todos os pulmões.
No entanto, a gritaria no Schopenhaus atraiu a atenção de vários transeuntes – entre eles, um ambicioso estudante de marketing, que ouviu a idéia, fez algumas adaptações aqui, outras ali, e inventou a dieta do palhaço, servida em uma cadeia de fast food que se tornou um benchmarking no setor de engordas.
Porém, Epa não desmoronou: “Viu como eu estava certo?”, Epa pergunta a todos que ouvem sua magnífica história. “Estou no caminho certo, ainda vou mudar o mundo! Trump, me aguarde!”
Vai daí que o genioso Epa estudava todas as empresas bem sucedidas do mundo corporativo contemporâneo, como a Ford, a General Motors, a Enron e outros lupanares do capitalismo. Epa, homem de frases poderosas, que demonstravam sua liderança aos seus colaboradores, cunhou um novo paradigma para a sua corporação: “É melhor copiar o que dá certo do que ficar pensando merda”.
Então, um belo dia, Epa teve um insight altamente inovador: a dieta ao contrário. Em uma reunião para todos os seus colaboradores, Epa explicou seu revolucionário conceito:
“A bargaça é a seguinte: vamos fazer uns broches bacanudos, escritos: ‘Quer engordar? Pergunte-me como!’ e outras baboseiras do tipo. Cada um de vocês vai pregar esses broches aí no peito, e vai ficar andando por aí. Vamos pegar os carros de vocês e vamos adesivar, tão me entendendo, com frases do tipo ‘Engorde para ser feliz’ e outras pataquadas, estão me sacando?”
Dona Gerda: Mas seu Epa, ninguém aqui tem carro... aliás, bem que o senhor poderia pagar nossos salários pelo menos uma vez, né?
Epa: Insolência! Estamos em um brainstorming e não temos tempo para reinvindicações sindicais!
Antenor: Eita!
Mas Epa não se deixou abater e continuou a discorrer sobre seu novo conceito de felicidade da pessoa humana:
“A idéia é empanturrar o mundo de Eisbeins, tão morando na minha idéia? Fazer o Eisbein do Schopenhaus o mais consumido do mundo! Eu inventei a dieta ao contrário, e o remédio é o Eisbein!”, Epa gritava a todos os pulmões.
No entanto, a gritaria no Schopenhaus atraiu a atenção de vários transeuntes – entre eles, um ambicioso estudante de marketing, que ouviu a idéia, fez algumas adaptações aqui, outras ali, e inventou a dieta do palhaço, servida em uma cadeia de fast food que se tornou um benchmarking no setor de engordas.
Porém, Epa não desmoronou: “Viu como eu estava certo?”, Epa pergunta a todos que ouvem sua magnífica história. “Estou no caminho certo, ainda vou mudar o mundo! Trump, me aguarde!”
2 de outubro de 2006
A Lenda do Melhor Eisbein do Mundo – Uma Fábula Eleitoral
Era uma linda manhã de outubro. Os pássaros piavam, as pedras pedravam, os tratores tratoravam, as baratas barateavam, Dona Gerda fumava unzinho e os eleitores votavam. Afinal, era dia de eleições.
Porém, no Schopenhaus...
Freguês sedento: Chefe, desce uma daquela que matou o guarda!
Outro freguês sedento: Caramba! Estou seco! Manda outra aí, capitão!
Mais um freguês sedento: Uma cervejinha e um tremoço, no capricho!
Lana Slutz: Até tremo com moço!
Antenor: Eita!!!!
Mas eis que então, pé ante pé, surgem na porta do Schopenhaus três fiscais furiosos, três fiscais irados, três fiscais furibundos. E eram: os três fiscais do TSE! Afinal, era dia de eleições.
Antenor: Meu Deeeeeeeeeeeeeus! Os Três Fiscais do TSE! Vamos gente, devolvendo o goró!
Epaminondas Prático: Hoje é lei seca! Não pode vender pinga, seus sacoleiros macabros, flibusteiros andróginos, burocratas de cemitério, escoteiros do inferno!
Heitor Mangaratuba: A regra é clara: Não pode vender goró em dia de eleição!
Cícero de Abreu : Eleitor bêbado só vota em ladrão! E tenho dito!
Lana Slutz: Cacetildes, eu estou vendo três porquinhos ou aquele diazepan desceu quadrado?
Homem Nu e Amnésico: Aspiurundub?
O braço forte da lei desce sobre o Schopenhaus.
Stolichnaya (arrancando o copo de um freguês sedento): Yavolt!
Baikal (fazendo um freguês sedento golfar um gole que já ia descendo faceiro pela garganta do insolente): Yavolt!
Sebastião Porreirinha (subindo na mesa): Vamos quebrar tudo!
Antenor (tirando a garrucha detrás do balcão): Vem com graça, vem!
Freguês sedento e desavisado: Tira a mão da minha bunda!
Smirnoff (dando uma machadada na mão de um freguês sedento e despeitado): Yavolt!
Epaminondas Prático: Não adianta esconder, seus tripanossomas desinxabidos! Nós já vimos tudo!
Heitor Mangaratuba: Imprudência! Tem de autuar!
Cícero de Abreu: Fechem o bar!
Fregueses sedentos e frustrados: Ablué.................
No entanto, os três fiscais do TSE não viram que Dona Gerda, tal e qual um agente secreto do Mossad, se esgueirava pelas paredes do Schopenhaus, com seu vestido verde-oliva, uma boina preta na cabeça e seus óculos de visão infra Raio-X noturna de longo alcance. E seu cachimbo de erva, claro.
Escaldada por mais de 30 eleições, Dona Gerda silenciosamente destrancou o antigo alçapão sob a porta de entrada do Schopenhaus ao mesmo tempo em que acendia o enorme caldeirão de água na cozinha.
Epaminondas Prático (aspirando): Que cheiro de maconha é esse????
Dona Gerda (avançando no meio do salão): Morram, morram, explodam, porcos do TSE! Eu já conheço suas artimanhas vis! Azáfama! – e, numa leveza, it, aplomb e nonchalance extraordinários para uma mulher de 130 quilos e mais de 100 anos, jogou, com um certeiro golpe de krav magá, os apalermados fiscais da nação para fora do bar.
Antenor: Eita! Rápido, antes que eles voltem! Os barris de chopp!!!!!
Em instantes a porta do Schopenhaus estava fechada por barris de chopp vazios, enquanto os fiscais do TSE tentavam entender o que estava acontecendo.
Antenor (gritando): Stolichnaya, Smirnoff, Baikal! Rápido, abram o barrilzinho de cachaça e passem a roda, agora é guerra!
Freguês sedento: Ai, que me dá até falta de ar!
Lena Slutz: Ôpa, passa a roda, minha filha! No cachimbo da vovó!
Sarajane: Vamos abrir a rodaaaaaaaa, enlarguecer!!!!!
Salustião Porreirinha: Cala essa boca!
Enquanto isso, no lado de fora do Schopenhaus...
Epaminondas Prático: Filhos de extra-terrestre manco! Pentelhos de Belzebu! Pituítas marcianos! Por mil bistecas! Isso é um acinte!!! Um rebuceteio! Vamos derrubar!
Cícero de Abreu: Ãhhhh... veja bem. Aquela não era a Dona Gerda Shnitzel?
Epaminondas Prático: Deixe de ser estúpido, todo mundo sabe que Gerda Schnitzel morreu há mais de 30 anos!
Heitor Mangaratuba (visivelmente apavorado): Eu não tenho tanta certeza... tenho uma idéia. Pensando bem, todo mundo lá dentro tá com cara que já votou. Vamos embora?
Epaminondas Prático: Nem pensar! Isso é uma afronta à nação pandeiro! Uma desonra à memória de Plínio Salgado! Vamos derrubar!!
Então os Três Fiscais do TSE assopraram, e assopraram, e assopraram, e nada de derrubar a barricada de barris que Dona Gerda erigiu. E então eles bateram, e bateram e bateram, e nada da barricada ceder. E aí eles pegaram uma britadeira. Porém não houve tempo hábil nem para ligar a britadeira: A porta do alçapão se abriu num estrondo, misturado à risada macabra de Dona Gerda. Num átimo, estavam dentro do caldeirão fervente, entre cebolas, rabanetes e grandes cabeças de alho, e assim, instantaneamente, morreram os Três Fiscais do TSE: Três Suínos Estúpidos!
Dessa maneira foi produzido e os fregueses se refestelaram no mais saboroso Eisbein já produzido nesta face da Terra. E todos viveram felizes para sempre.
Todos?
Nico, o porteiro (abraçando Dona Gerda por trás): Então, Gerdinha... um motelzinho pra comemorar?
Dona Gerda: Não posso, hoje eu tenho natação!
Porém, no Schopenhaus...
Freguês sedento: Chefe, desce uma daquela que matou o guarda!
Outro freguês sedento: Caramba! Estou seco! Manda outra aí, capitão!
Mais um freguês sedento: Uma cervejinha e um tremoço, no capricho!
Lana Slutz: Até tremo com moço!
Antenor: Eita!!!!
Mas eis que então, pé ante pé, surgem na porta do Schopenhaus três fiscais furiosos, três fiscais irados, três fiscais furibundos. E eram: os três fiscais do TSE! Afinal, era dia de eleições.
Antenor: Meu Deeeeeeeeeeeeeus! Os Três Fiscais do TSE! Vamos gente, devolvendo o goró!
Epaminondas Prático: Hoje é lei seca! Não pode vender pinga, seus sacoleiros macabros, flibusteiros andróginos, burocratas de cemitério, escoteiros do inferno!
Heitor Mangaratuba: A regra é clara: Não pode vender goró em dia de eleição!
Cícero de Abreu : Eleitor bêbado só vota em ladrão! E tenho dito!
Lana Slutz: Cacetildes, eu estou vendo três porquinhos ou aquele diazepan desceu quadrado?
Homem Nu e Amnésico: Aspiurundub?
O braço forte da lei desce sobre o Schopenhaus.
Stolichnaya (arrancando o copo de um freguês sedento): Yavolt!
Baikal (fazendo um freguês sedento golfar um gole que já ia descendo faceiro pela garganta do insolente): Yavolt!
Sebastião Porreirinha (subindo na mesa): Vamos quebrar tudo!
Antenor (tirando a garrucha detrás do balcão): Vem com graça, vem!
Freguês sedento e desavisado: Tira a mão da minha bunda!
Smirnoff (dando uma machadada na mão de um freguês sedento e despeitado): Yavolt!
Epaminondas Prático: Não adianta esconder, seus tripanossomas desinxabidos! Nós já vimos tudo!
Heitor Mangaratuba: Imprudência! Tem de autuar!
Cícero de Abreu: Fechem o bar!
Fregueses sedentos e frustrados: Ablué.................
No entanto, os três fiscais do TSE não viram que Dona Gerda, tal e qual um agente secreto do Mossad, se esgueirava pelas paredes do Schopenhaus, com seu vestido verde-oliva, uma boina preta na cabeça e seus óculos de visão infra Raio-X noturna de longo alcance. E seu cachimbo de erva, claro.
Escaldada por mais de 30 eleições, Dona Gerda silenciosamente destrancou o antigo alçapão sob a porta de entrada do Schopenhaus ao mesmo tempo em que acendia o enorme caldeirão de água na cozinha.
Epaminondas Prático (aspirando): Que cheiro de maconha é esse????
Dona Gerda (avançando no meio do salão): Morram, morram, explodam, porcos do TSE! Eu já conheço suas artimanhas vis! Azáfama! – e, numa leveza, it, aplomb e nonchalance extraordinários para uma mulher de 130 quilos e mais de 100 anos, jogou, com um certeiro golpe de krav magá, os apalermados fiscais da nação para fora do bar.
Antenor: Eita! Rápido, antes que eles voltem! Os barris de chopp!!!!!
Em instantes a porta do Schopenhaus estava fechada por barris de chopp vazios, enquanto os fiscais do TSE tentavam entender o que estava acontecendo.
Antenor (gritando): Stolichnaya, Smirnoff, Baikal! Rápido, abram o barrilzinho de cachaça e passem a roda, agora é guerra!
Freguês sedento: Ai, que me dá até falta de ar!
Lena Slutz: Ôpa, passa a roda, minha filha! No cachimbo da vovó!
Sarajane: Vamos abrir a rodaaaaaaaa, enlarguecer!!!!!
Salustião Porreirinha: Cala essa boca!
Enquanto isso, no lado de fora do Schopenhaus...
Epaminondas Prático: Filhos de extra-terrestre manco! Pentelhos de Belzebu! Pituítas marcianos! Por mil bistecas! Isso é um acinte!!! Um rebuceteio! Vamos derrubar!
Cícero de Abreu: Ãhhhh... veja bem. Aquela não era a Dona Gerda Shnitzel?
Epaminondas Prático: Deixe de ser estúpido, todo mundo sabe que Gerda Schnitzel morreu há mais de 30 anos!
Heitor Mangaratuba (visivelmente apavorado): Eu não tenho tanta certeza... tenho uma idéia. Pensando bem, todo mundo lá dentro tá com cara que já votou. Vamos embora?
Epaminondas Prático: Nem pensar! Isso é uma afronta à nação pandeiro! Uma desonra à memória de Plínio Salgado! Vamos derrubar!!
Então os Três Fiscais do TSE assopraram, e assopraram, e assopraram, e nada de derrubar a barricada de barris que Dona Gerda erigiu. E então eles bateram, e bateram e bateram, e nada da barricada ceder. E aí eles pegaram uma britadeira. Porém não houve tempo hábil nem para ligar a britadeira: A porta do alçapão se abriu num estrondo, misturado à risada macabra de Dona Gerda. Num átimo, estavam dentro do caldeirão fervente, entre cebolas, rabanetes e grandes cabeças de alho, e assim, instantaneamente, morreram os Três Fiscais do TSE: Três Suínos Estúpidos!
Dessa maneira foi produzido e os fregueses se refestelaram no mais saboroso Eisbein já produzido nesta face da Terra. E todos viveram felizes para sempre.
Todos?
Nico, o porteiro (abraçando Dona Gerda por trás): Então, Gerdinha... um motelzinho pra comemorar?
Dona Gerda: Não posso, hoje eu tenho natação!
22 de setembro de 2006
Pequeno Dicionário do Schopenhaus – Parte 2
Lana Slutz - Essa gosta do negócio. Se usa calça ela pega. Se tá vivo ela pega. Até o Peixoto ela pegaria.
Homem Nu e Amnésico - Não se sabe de onde veio nem pra onde vai. Está há seis meses sentado ao balcão. Antenor não serve nada pra ele ("Ele não tem bolso, guarda o dinheiro onde? É o Papillon, por acaso?"), mas tampouco o rapaz pede. Apiedadas de sua situação, Stolichnikaya, Smirnoff e Baikal, as garçonetes bêbadas, russas e desinibidas do bar dão nele banho com toalhinhas embebidas em vodka e fazem sua barba todos os dias. Até hoje não tentou nada com nenhuma delas, mas Antenor mantém a garrucha sempre cheia de sal, por via das dúvidas.
Stolichnikaya, Smirnoff e Baikal - Garçonetes bêbadas, russas e extremamente desinibidas do Schopenhaus.
Epaminondas Carnegão - Dono do Schopenhaus. Sesquicentenário, o atlético senhor é um feroz praticante do Jiu Jitsu, com vários campeonatos internacionais no currículo. Dizem que pegou a Dona Gerda, na época da segunda grande guerra.
Homem Nu e Amnésico - Não se sabe de onde veio nem pra onde vai. Está há seis meses sentado ao balcão. Antenor não serve nada pra ele ("Ele não tem bolso, guarda o dinheiro onde? É o Papillon, por acaso?"), mas tampouco o rapaz pede. Apiedadas de sua situação, Stolichnikaya, Smirnoff e Baikal, as garçonetes bêbadas, russas e desinibidas do bar dão nele banho com toalhinhas embebidas em vodka e fazem sua barba todos os dias. Até hoje não tentou nada com nenhuma delas, mas Antenor mantém a garrucha sempre cheia de sal, por via das dúvidas.
Stolichnikaya, Smirnoff e Baikal - Garçonetes bêbadas, russas e extremamente desinibidas do Schopenhaus.
Epaminondas Carnegão - Dono do Schopenhaus. Sesquicentenário, o atlético senhor é um feroz praticante do Jiu Jitsu, com vários campeonatos internacionais no currículo. Dizem que pegou a Dona Gerda, na época da segunda grande guerra.
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